A periferia pede passagem no Festival de Inverno

A periferia é vista, por vezes, a partir de um olhar preconceituoso, o que acontece é que esse pré-julgamento pode ter raízes na falta de conhecimento. Este, entre outros motivos, foi o que levou ao surgimento do Potência da Periferia no Festival de Inverno. A programação levou a comunidade a um mergulho na cultura periférica. As oficinas ocorreram no Complexo da Juventude, na ocupação Chico Rei, em Ouro Preto. Para que elas fossem realizadas com sucesso, foram mobilizados diversas frentes de conhecimento, como: Agroecologistas, Bioconstrutores, Pesquisadores da Cultura Africana e Indígena, Rappers, Ocupantes, Ativistas Pretos, entre outras vertentes.

Foto: Mariana Paes

A arte pulsa nas periferias

A arte nas periferias vai além de diversão: ela vem, em grande parte das vezes, em forma de crítica. É um grito por reconhecimento e desmarginalização das pessoas que são nascidas e criadas nessas comunidades, que carregam no sangue o orgulho de ser periferia. Essas manifestações artísticas estiveram presentes no Festival de Inverno através das oficinas de danças urbanas, DJ, rap, freestyle e grafite. Além dessas, aconteceram também outras oficinas de temas diversificados como: agroecologia, turismo de base comunitária, bambuzeria, entalhes e cabelo. Tudo isso voltado para as comunidades periféricas.  A comunidade participou e interagiu bastante, as atividades pareciam agradar a todos que participaram. Cynthia Cristiane, de 15 anos, aproveitou as oficinas para aumentar seu ciclo de amizade: “Todo mundo participou e interagiu. Fizemos novos amigos, foi bom isso!”, conta.

Foto: Mariana Paes

Integração: objetivo alcançado!

Um dos principais objetivos do Festival de Inverno é promover a integração com a comunidade e, neste ano, podemos, orgulhosamente, dizer que esse objetivo foi alcançado. A programação do Potência da Periferia foi um grande facilitador para essa conquista. Segundo Temistocles Rosa, conhecido como Teco, 33 anos, as oficinas conseguiram acionar diferentes públicos do Festival. “Foi bacana que além de ter a participação da comunidade do Chico Rei, nós tivemos muita integração também dos estudantes, turistas e moradores.”

Ele acredita que seja esse o caminho certo para o Festival, “Nós aproveitamos a situação do movimento de Ocupação Chico Rei pra dar esse alerta: o festival de Inverno precisa chegar a todos. E esse ano, felizmente, o festival está contemplando a todos.”

Foto: Mariana Paes

O Festival de Inverno chegou ao fim. Abraçadas por todos os públicos, comunidade, turistas e estudantes, oficinas, como as que rolaram no Potência da Periferia, são a certeza de que mais uma edição foi finalizada com grande sucesso. Objetivos foram alcançados, mas como nunca podemos parar, que venham novos desafios!!! Foi ótimo desfrutar da sua companhia durante o Festival de Inverno, esperamos por você na próxima edição!

Texto: Karina Peres
Cobertura: Mariana Paes

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