Cine Faísca exibe filme “Ladrões de Bicicleta” no Teatro SESI Mariana

No dia 19 de julho foi exibido pelo Cine Faísca o filme “Ladrões de Bicicleta”, que foi dirigido por Vittorio De Sica e é um drama italiano.

O filme pode ser considerado pertencente ao Neo-Realismo, movimento artístico de meados do século XX que influenciou na literatura, música, pintura e principalmente no cinema.

Fotografia: Tuila Dias

A narrativa se passa num período pós segunda guerra mundial, no qual grande parte do povo italiano passava por dificuldades econômicas e sociais. O filme é ambientado em Roma e conta a história dos Ricci, mais precisamente de Antônio Ricci, que é casado com Maria Ricci e pai de Bruno. Antônio e a esposa lutam para sustentar a casa, em meio a situação financeira complicada da família, Antônio recebe uma oportunidade de emprego, que tinha apenas um requisito: ele deveria possuir uma bicicleta. Sua bicicleta havia sido penhorada há algum tempo antes, para garantir o sustento da família.

Então, Antônio e a Esposa penhoram lençois e, com o dinheiro, pegam a bicicleta de volta. Algum tempo depois, Antônio tem a bicicleta roubada e ele e o filho, Bruno (uma criança) se colocam a procurar o ladrão e a bicicleta (a maior parte dos 91 minutos de filme se dá nessa procura pela cidade de Roma).

Fotografia: Tuila Dias

A relação da importância do trabalho, das relações familiares, do papel da criança e a influência do capital na sociedade são bem trabalhadas ao longo da trama. Os tensionamentos na relação entre os dois protagonistas (Antônio e Bruno) e os valores sociais que se perdem e se invertem por conta da necessidade de possuir um trabalho, são pontos de atenção no filme.

Ao final da exibição, um debate mediado por Marlon foi posto em questão, e o auditório do SESI (cheio de crianças de projetos sociais) pôs-se a dar suas impressões sobre o filme, a partir de diferentes perspectivas (da família, da sociedade, do capital, do trabalho e da moral) foi estabelecida uma conversa sobre o filme que, apesar de ser datado de 1948, ainda hoje, se faz bastante atual.

Fotografia: Tuila Dias

É emocionante e vale a pena assisti-lo

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