Gilberto Gil, a música como seu guia

Quem nunca se emocionou com o timbre marcante de Gilberto Gil? Ou teve suas esperanças renovadas ao som de “Andar com fé”? Bom, fica difícil escolher uma só canção se tratando de Gil. O fato é que: todas as suas músicas são um legado para o cenário musical brasileiro! Gilberto Passos Gil Moreira, foi um dos grandes nomes criadores do movimento de ruptura, Tropicália. Sempre teve a música como seu guia. Baiano, 76 anos, Gil  não pode ser definido em apenas uma classificação. Ele é multifacetado: é cantor, compositor, político, militante, filho, pai e avô. (Tá bom pra você? Ha ha ha)

 

Música como guia

Desde muito cedo o interesse pela música já gritava em Gil. Aos três anos já se interessava pelo rádio e músicas de bandas locais. Com nove anos começou a receber influências de cantores como Dorival Caymmi. Além de novos estilos musicais como o jazz. Aos 20, começou a cursar Administração na Universidade da Bahia. Mesmo na graduação, a música esteve presente. Ao lado do professor e compositor Hans-Joachim Koellreutter, Gilberto Gil participou de eventos como o Seminário da música.

 

Início do sucesso

Em 1963, Gilberto Gil lançou seu primeiro disco. Ainda longe do estilo Tropicália, “Sua música, sua interpretação” apresentava o que ele chamava de “Bossa nova baiana”. Era composto por quatro faixas:  Serenata de teleco-teco, Maria Tristeza,Vontade de Amar e Meu Luar, Minhas Canções. O disco foi o início da sua trajetória de sucesso.

 

Movimento Tropicália

No ano seguinte, aconteceu o pontapé do movimento tropicália. Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé eram os principais nomes. Com eles, Gil participou do espetáculo Nós. Mas foi com o lançamento de seu LP Louvação em 1967, que passou a integrar estilos novos a música brasileira. No mesmo ano, participou do III Festival de MPB da TV Record. A canção de sua autoria “Domingo no parque”, ganhou o segundo lugar. Eclodindo a Tropicália por todo o Brasil. Durante o período militar no Brasil, Gil foi preso, junto de seu parceiro Caetano Veloso, e, assim, os dois foram proibidos de fazer shows ou dar entrevistas no país.

 

Retorno

No retorno ao Brasil, Caetano e Gil deram continuidade aos projetos parados. Lançaram uma sequência de discos que dariam grandes clássicos a música.“Expresso 2222”, “Xodó” (de Dominguinhos e Anastácia), “Refazenda”, “Refavela”, “Não Chore Mais” (versão para “No Woman, no Cry”, de Bob Marley), “Realce” e “Super-homem – A Canção” são algumas delas.

Ainda na ativa, Gilberto Gil continua mostrando que a música, assim como ele, não pode ser definida como uma coisa só.  Ela pode ser leve, alegre e triste. De fé, de amor, de dor, de sonho e de militância. Ela, assim como ele, pode ser um pouco de tudo.   

Texto: Karina Santos

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