Exposição: Tropicália 50 anos

A exposição acontece no Centro de Cultura Sesi e é comemorativa aos 50 anos do tropicália assim, faz, também, parte do Festival de Inverno. Apresenta uma instalação que simula uma sala da época (anos 1960 – 1967) no período em que aconteceu o movimento do tropicalismo. Tem vitrola, uma estante com revistas da época, discos e capas dos discos, poltronas e uma tela onde é projetado um documentário sobre vários segmentos que se assemelham ao tropicalismo. Existem também pinturas e um pôster na parede, um painel bem grande que explora o uso de cores e fotos dos precursores do tropicalismo. Legal, né?

Fotografia: Paulo Eduardo

 

Uma obra inspirada em Hélio Oticica, representa o aspecto sensitivo do movimento, com uma estrutura onde você andar sobre areia e depois sobre brita, passando por paredes feitas de tecidos com estampas diferentes. Ele inspirava-se em parangolés nas casas das comunidades que tinham paredes de pano e tem uma obra muito parecida com a que está no SESI. A sala tem muitas cores vibrantes, é muito interativa só é invadida pelo som externo (da rua) mas é algo que não se pode mudar. 

Fotografia: Paulo Eduardo
Fotografia: Paulo Eduardo

 

E para você ficar por dentro dos bastidores conversamos com Júnio Abreu que estuda Museologia na UFOP e é monitor da exposição. Confere aí e não deixa de ir conferir a exposição, beleza?

Fotografia: Paulo Eduardo

Equipe: Sobre as cores, questão das impressões, sentimentos que todo esse ambiente exala, o que isso te lembra?

Júnio: Olha, a gente tem à presença de muitas cores vibrantes né? À presença do vermelho,amarelo, laranja aquela mistura do… Já começa por aí, eu acho que remete um pouco do movimento da Tropicália em si que é esse movimento. Eu vejo as cores naquele momento chegando mesmo para colorir esse momento, pintar tudo, claro com todos os cuidados.

 

E: Quando você visitou pela primeira vez quais foram os seus primeiros sentidos?

J: Olha, à primeira vez que eu visitei, eu ajudei à montar não sou eu o curador, mas nós monitores ajudamos na questão manual mesmo, na montagem. Mas à primeira coisa que eu senti, eu fiquei super-empolgado, à gente colocou à mão na massa mesmo. Eu acho que teve essa questão da interação, eu acho que pude ter uma interação nesse lugar, eu pude viver também essa questão, eu estou vindo aqui, inclusive o mês inteiro como monitor, e toda hora que eu entro é uma coisa diferente, eu sento em um lugar diferente, eu vejo um detalhe do documentário que eu nunca asssiti, eu entro ali denovo (estrutura interativa), faço o percurso todo dia, piso na areia, piso na brita, é um espaço de vivência, um espaço onde você pode sei lá, sair um pouco da realidade que está lá fora. A questão do sensitivo, a alegria em si. Um espaço de volta, sensação.

 

E: Você acha que talvez uma dos objetivos da exposição seria mostrar que a tropicália não existiu só na música?

J: Então, toda exposição ela tem um recorte, uma seleção, você vai optar por um dado percurso, à gente poderia retratar esse espaço de várias formas. Mas a proposta é essa, que você chegue e tenha uma sala, com traços como a vitrola, os vinis, as reportagens. E justamente para dar um enfoque, foi um movimento artístico no âmbito mais amplo da cultura, não foi necessariamente na música. O movimento foi muito forte na música, mas foi no cenário cultural inteiro.

Fotografia: Paulo Eduardo

Muito massa a conversa que tivemos com o Júnio, né? Essa exposição incrível e muitas outras você confere na programação do Festival de Inverno, você não vai querer ficar fora dessa, então vem com a gente! Clique aqui para ter acesso a toda a programação do circuito expositivo!

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